Os anos passam num tempo que é eterno,
estático, sem começo nem fim.
Desaparece meu corpo no inferno
de células que vão morrendo em mim.
E eu assistindo sem nada poder
contra essa grande desintegração.
Só me interessa hoje sobreviver
ao fim do corpo que é mera ilusão.
Sem ele minha liberdade é plena,
tranqüila, calma, suave, serena...
se tenho paz na minha consciência.
Então, por que evitar o inevitável?
Pra mim meu corpo copo descartável,
que me abastece de amor e ciência.
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