domingo, 22 de março de 2009

ANSIEDADE FATAL

Te dei um corpo para que escalasses
o cume da montanha do teu eu.
Tracei limites pra que respeitasses
as leis que regem esse escafandro teu.

Mas tu, oh! Alma! ansiosa como és,
de uma só vez queres tudo transpor.
Do corpo exiges a produção dez,
mas seu limite é muito inferior.

A Natureza, amiga, não dá saltos!
Pune com a morte do corpo os incautos
que desrespeitam sua limitação.

E que será de ti sem ele, irmã?
E como ter certeza do amanhã,
se tu não crês na reencarnação?

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